sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

O Espelho do Modernismo: Dossiê Pampulha

O Espelho do Modernismo: Dossiê Pampulha
Como um brejo infestado de mosquitos se tornou o laboratório que inventou o Brasil moderno e mudou a história da arquitetura mundial.
Igrejinha da Pampulha A síntese do gênio: Curvas de concreto, azulejos de Portinari e o paisagismo de Burle Marx refletidos na lagoa.

Para compreendermos a magnitude do que aconteceu em Belo Horizonte no início da década de 1940, é preciso, antes de tudo, limparmos o olhar viciado do século XXI. Hoje, quando passamos de carro pela orla da Pampulha, vemos monumentos consagrados, árvores frondosas e uma paisagem que parece sempre ter estado ali. Mas a verdade histórica é muito mais lamacenta, caótica e, por isso mesmo, mais fascinante.

Imagine a Belo Horizonte de 1940. A "Cidade Jardim", planejada por Aarão Reis e inaugurada em 1897, vivia uma crise de identidade. Projetada para ser a capital da ordem e do progresso republicano, ela ainda carregava uma aura provinciana. Era conhecida nacionalmente não pela sua vanguarda, mas pelo seu clima: BH era a "cidade sanatório". O ar das montanhas era prescrito por médicos de todo o país para o tratamento da tuberculose. A capital mineira era um lugar de cura, de silêncio e de tradições católicas ferrenhas, onde a vida social gravitava em torno da Rua da Bahia e das missas de domingo.

Foi neste cenário conservador e introspectivo que ascendeu ao poder um homem que tinha pressa. Juscelino Kubitschek de Oliveira, então um jovem médico de 38 anos, assumiu a prefeitura nomeado pelo interventor Benedito Valadares. JK não tinha paciência para o ritmo lento das carroças que ainda circulavam pela cidade. Ele olhava para o mapa de BH e via limitações. A cidade estava espremida dentro da Avenida do Contorno. Ele precisava expandir os horizontes, literal e metaforicamente.

Havia, ao norte da cidade, uma região distante, rural, conhecida como Pampulha. O nome vinha de uma fazenda local, importado de uma região de Portugal. Ali, no meio do mato, corria o Córrego Pampulha. A ideia inicial, técnica e pragmática, era represar o córrego para garantir o abastecimento de água da cidade que crescia. Mas quando JK viu a represa enchendo e o espelho d'água se formando, o engenheiro deu lugar ao sonhador.

"Eu não queria apenas fazer uma represa. Eu queria construir ali o bairro mais bonito do Brasil. Queria que a Pampulha fosse o ponto de encontro da inteligência, da arte e da elegância. Queria desafiar a mesmice." Juscelino Kubitschek

PARTE I: A Convocação dos Gênios

A construção da Pampulha não foi uma licitação pública comum. Foi uma curadoria artística de nível renascentista. JK sabia que, para criar algo inédito, não poderia recorrer aos arquitetos tradicionais de Minas Gerais, que ainda desenhavam prédios neoclássicos ou neocoloniais (o famoso estilo "massa de tomate" que imperava na época). Ele precisava de ruptura.

Ele viajou ao Rio de Janeiro e foi ao escritório de Lucio Costa. Lá, encontrou um jovem arquiteto comunista, tímido, mas de traço firme, que havia trabalhado com o mestre franco-suíço Le Corbusier no projeto do Ministério da Educação e Saúde (o Palácio Capanema). Seu nome era Oscar Niemeyer. Diz a lenda que Niemeyer estava desenhando distraído quando JK explicou o projeto. O arquiteto, em poucos traços num papel de embrulho ou num guardanapo (as versões variam), esboçou as curvas que definiriam o conjunto. Ele não cobrou pelo projeto; pediu apenas que JK pagasse suas despesas de viagem e estadia.

A Ruptura com a Europa

É fundamental entender o passo gigantesco que foi dado ali. A arquitetura moderna europeia, o "Estilo Internacional", era baseada no ângulo reto. Era a arquitetura da "máquina de morar", funcional, fria, racional. Niemeyer olhou para isso e disse "não". Ele olhou para as montanhas de Minas, para as nuvens barrocas do céu tropical e decidiu que o concreto armado, um material líquido em sua origem, deveria fluir.

Na Pampulha, Niemeyer libertou o concreto. Ele criou a marquise sinuosa, o pilar em "V", a abóbada parabólica. Ele tropicalizou o modernismo. Se Le Corbusier era a prosa técnica, Niemeyer decidiu ser a poesia lírica.

O Paisagismo como Arte

Para emoldurar essas joias de concreto, era preciso um jardim. Mas não um jardim francês, geométrico, com rosas e buxinhos podados, como era moda na elite brasileira que queria parecer europeia. Chamaram Roberto Burle Marx. Burle Marx fez na botânica o que Niemeyer fez no concreto: uma revolução nacionalista. Ele foi ao mato. Ele pegou as plantas que a elite considerava "mato" ou "praga" — as bromélias, os manacás, as plantas do cerrado e da Amazônia — e as elevou à categoria de arte.

PARTE II: O Cassino (Museu de Arte da Pampulha)

Fachada do Museu de Arte da Pampulha O Palácio de Cristal: Onde a elite brasileira dançava sobre o vidro iluminado na década de 40.

O primeiro edifício a ser erguido e inaugurado foi o Cassino. E não foi por acaso. JK precisava de um ímã. Ele precisava de algo que fizesse a alta sociedade do Rio de Janeiro (então capital federal) e de São Paulo pegar aviões e trens para vir a Belo Horizonte. E o que movia a elite nos anos 40? O jogo, a música e a exibição social.

O projeto do Cassino é a obra mais complexa de Niemeyer no conjunto. Ele explora o conceito de "promenade architecturale" (passeio arquitetônico). O edifício não se revela de uma vez. Ele é composto por volumes distintos: um bloco oval para o jogo, um bloco retangular para o restaurante e a dança, tudo interligado por rampas e passarelas de vidro.

Arquitetura de Materiais Nobres Diferente do brutalismo que viria décadas depois (concreto cru), o Cassino era puro luxo. Niemeyer revestiu as colunas de aço inoxidável — algo futurista para a época. As paredes foram cobertas de travertino romano e espelhos belgas. Havia o uso dramático de pedra ônix, que é translúcida; quando iluminada por trás, a parede de pedra brilhava com uma luz dourada, criando uma atmosfera onírica para os jogadores.

A Lenda da Pista Iluminada

A característica mais comentada do Cassino, que habita o imaginário de todo belo-horizontino, era a sua pista de dança. Relatos da época descrevem uma pista feita de placas de vidro espesso (alguns dizem cristal), iluminadas por baixo com luzes coloridas que mudavam conforme a música. Imagine o efeito visual: casais em trajes de gala, rodopiando sobre a luz, com a lagoa escura ao fundo refletindo as luzes do prédio.

O Cassino funcionou como o epicentro da vida noturna brasileira por exatos três anos. Foi o palco de shows de vedetes internacionais, de fortunas ganhas e perdidas na roleta, de intrigas políticas tramadas entre um whisky e outro. Mas a festa tinha data para acabar.

O Fim da Festa e o Nascimento do Museu

Em 30 de abril de 1946, o presidente Eurico Gaspar Dutra assinou o decreto-lei 9.215, proibindo os jogos de azar em todo o território nacional. A motivação oficial era a "moral e os bons costumes", mas os bastidores da história apontam para a forte influência de sua esposa, a primeira-dama Carmela Dutra, conhecida como "Dona Santinha", uma católica fervorosa que via no jogo a raiz de todos os pecados.

Da noite para o dia, o Cassino da Pampulha silenciou. As roletas pararam. O prédio, uma joia arquitetônica projetada especificamente para o entretenimento, tornou-se um elefante branco luxuoso. Ficou anos fechado, servindo de depósito, até que em 1957 foi reinventado como o Museu de Arte da Pampulha (MAP). A ironia é fina: o templo do vício e do capitalismo selvagem transformou-se no templo da arte e da contemplação. Hoje, o desafio é a conservação: manter um prédio modernista de 80 anos, cheio de vidro e à beira da água, é uma batalha constante contra a infiltração e o tempo.

PARTE III: A Casa do Baile

Se o Cassino era o lugar da tensão do jogo e da etiqueta rígida, a Casa do Baile, localizada em uma ilhota artificial conectada por uma ponte de 11 metros, era o espaço da descontração. Juscelino a concebeu como um restaurante dançante "popular" (embora os preços não fossem exatamente populares), um lugar para almoços de domingo e bailes mais soltos.

Arquitetonicamente, a Casa do Baile é, talvez, a obra mais poética do conjunto. Niemeyer desprezou a necessidade de grandes salões funcionais. O edifício é composto por um pequeno salão circular (com palco e mesas) e uma cozinha de apoio. Mas o protagonista não é o prédio fechado; é a marquise.

A marquise da Casa do Baile A dança do concreto: A marquise da Casa do Baile não serve para proteger da chuva, mas para emoldurar a paisagem.

A marquise da Casa do Baile é uma escultura habitável. Ela sai do volume principal e serpenteia, sinuosa, acompanhando o desenho da margem da lagoa. Ela cria um pátio interno, um jardim aquático desenhado por Burle Marx. A marquise não liga "nada a lugar nenhum" de forma objetiva; ela serve para passear, para ver e ser visto, para criar sombras que mudam ao longo do dia.

Niemeyer dizia que a Casa do Baile foi onde ele experimentou a "liberdade total". Sem a necessidade de abrigar roletas ou altares religiosos, ele pôde brincar com a forma pura. As amebas de concreto da marquise dialogam com as amebas de plantas do jardim e com as amebas de água da lagoa. É a integração total.

PARTE IV: A Igreja de São Francisco de Assis

Painel de Azulejos de Portinari A heresia azul: O painel de São Francisco, onde peixes e pássaros substituem os anjos barrocos.

Chegamos agora ao epicentro do terremoto cultural causado por JK. A Igreja de São Francisco de Assis não é apenas o cartão-postal de Belo Horizonte; é o manifesto mais radical da arquitetura moderna religiosa no mundo. Até 1943, igrejas eram sinônimo de naves retangulares, torres pontiagudas e ornamentos góticos ou barrocos. Niemeyer, um ateu convicto, olhou para a fé e viu uma oportunidade estrutural.

Ele desenhou a igreja baseada na parábola. A estrutura é uma casca de concreto armado que funciona, simultaneamente, como parede e teto. Não há distinção. É uma caverna moderna, orgânica, que brota do chão. "A igreja é a curva da montanha trazida para a escala humana", dizia ele.

O Cisma de Belo Horizonte

Se a arquitetura era divina, a reação dos homens foi terrena e brutal. A elite conservadora mineira, liderada pelo arcebispo Dom Cabral, declarou guerra à edificação. A igreja foi classificada como "o barracão do diabo", "hangar de aviões" e "abrigo antibombas". Mas o ataque não era apenas estético; era teológico e político.

A Batalha dos 16 Anos A Cúria Metropolitana recusou-se a consagrar o templo. Durante longos 16 anos (de 1943 a 1959), a Igreja da Pampulha permaneceu profana. Nenhuma missa, nenhum batizado, nenhum casamento. Ela funcionou como depósito, galeria de arte e atração turística, sob a tutela do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que a tombou rapidamente para evitar sua demolição por fanáticos religiosos.

O Pecado de Portinari

A fúria eclesiástica tinha um alvo específico: Candido Portinari. O pintor comunista foi encarregado de decorar o altar-mor. O que ele entregou foi revolucionário. Seu São Francisco não tinha a auréola dourada dos santos tradicionais; tinha o rosto sofrido, as mãos grandes de um trabalhador rural, humanizando o divino.

Pior ainda: na representação clássica, São Francisco é acompanhado pelo Lobo de Gubbio. Portinari, num gesto de profunda brasilidade e crítica social, substituiu o lobo nobre por um cachorro vira-lata sarnento, magro, com as costelas aparecendo. Colocar um vira-lata no altar foi considerado uma blasfêmia imperdoável pela alta sociedade da época. Hoje, entendemos que Portinari estava justamente resgatando a essência franciscana: a santidade na pobreza e na simplicidade.

O Batistério e a Luz

Ao visitar, repare na genialidade da luz. A nave principal começa escura na entrada e clareia em direção ao altar, banhada pela luz azulada dos vitrais laterais e pela iluminação indireta que rebate na abóbada. É uma atmosfera subaquática, uterina, de paz absoluta. O Batistério, separado do corpo principal por uma marquise, é uma torre cônica revestida de mármore, iluminada zenitalmente (pelo teto). Ali dentro, as pinturas de Adão e Eva de Portinari têm uma sensualidade que também incomodou os puritanos.

PARTE V: Iate Tênis Clube (O Barco Ancorado)

Continuando pela orla, encontramos o edifício que simboliza o lazer esportivo: o Iate Tênis Clube (ITC). Juscelino queria que a lagoa fosse palco de regatas, esqui aquático e remo, esportes associados à modernidade e à saúde.

Niemeyer projetou o clube como se fosse um barco ancorado na margem. O edifício principal é longo e baixo, parecendo flutuar. Mas a grande inovação aqui é o telhado. Niemeyer inverteu a lógica tradicional do telhado de duas águas (que escoa para fora) e criou o telhado em "V", conhecido como "asa de borboleta". A água da chuva corre para o centro do prédio, onde é captada por uma calha de concreto escultural. Essa solução virou febre na arquitetura brasileira nas décadas seguintes.

O Crime do Anexo

O ITC é o capítulo triste deste dossiê. Na década de 1970, o clube, precisando de espaço para academias e salões de festa, cometeu um crime contra o patrimônio. Construiu um anexo de alvenaria grosseira colado ao prédio original. O resultado? O anexo tapou a luz e a visão de um painel de azulejos de Portinari, "O Esporte", e descaracterizou a fachada.

Durante a candidatura da Pampulha a Patrimônio da Humanidade, a UNESCO foi taxativa: o anexo tinha que sair. Após uma longa batalha judicial entre a Prefeitura e o clube, parte do anexo foi demolida em 2016/2017, devolvendo a luz ao Portinari, embora cicatrizes da intervenção ainda permaneçam.

PARTE VI: A Casa Kubitschek (O Modernismo Íntimo)

Jardins da Casa Kubitschek A intimidade do poder: A varanda da Casa JK, onde o telhado inclinado e a pedra bruta criam um refúgio de fim de semana.

Saindo da monumentalidade dos prédios públicos, entramos na esfera privada. A Casa Kubitschek, localizada na Av. Otacílio Negrão de Lima, foi a residência de fim de semana de JK. Projetada também por Niemeyer, ela nos ensina uma lição valiosa: o modernismo também sabe ser aconchegante.

Diferente do concreto branco e liso do Cassino, aqui Niemeyer usou texturas rústicas. Paredes de pedra bruta, muita madeira escura, tijolo aparente e telhado de cerâmica com inclinação acentuada (novamente, a asa de borboleta). É uma reinterpretação moderna da casa de fazenda mineira.

O jardim de Burle Marx aqui é um dos mais bem preservados. Ele criou um lago nos fundos que parece uma extensão natural da mata, usando plantas nativas para criar uma "selva controlada". Visitar a casa (que hoje é museu) é entrar na intimidade da família Kubitschek. Vemos a mesa onde se discutia o futuro do Brasil, o escritório onde se desenhavam planos para Brasília e os quartos simples onde o estadista descansava.

PARTE VII: O Gigante de Concreto (Mineirão)

Embora não faça parte do conjunto original de 1943, é impossível falar de Pampulha sem mencionar o colosso que domina a paisagem desde 1965: o Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão.

O Mineirão representa a segunda fase do modernismo mineiro, já influenciada pelo Brutalismo. Aqui, a leveza dá lugar à força. A fachada ritmada por 88 pórticos gigantes de concreto cria um efeito visual hipnótico. É um templo pagão dedicado ao futebol.

O estádio é tombado pelo patrimônio histórico, o que impôs um desafio imenso para a reforma da Copa de 2014. A fachada teve que ser preservada integralmente, enquanto o interior foi demolido e reconstruído. Ao lado dele, o ginásio Mineirinho, com sua cúpula que detém o recorde de maior vão livre de concreto do mundo na época da construção, completa o cenário esportivo.

"Ir ao Mineirão comer um Tropeiro não é gastronomia; é liturgia. O feijão tropeiro do estádio, com ovo, torresmo, couve e arroz, servido em pratinho de plástico, é o sabor oficial do futebol mineiro."

PARTE VIII: A Vida Selvagem (Ecologia e Lendas)

A Lagoa da Pampulha é um organismo vivo e complexo. Criada artificialmente pelo represamento de córregos, ela luta há décadas contra o assoreamento e a poluição urbana. Mas a natureza é teimosa. As margens da lagoa se tornaram um refúgio improvável para a vida selvagem no meio da metrópole.

As Capivaras: Rainhas da Orla

Elas são as verdadeiras donas do pedaço. Bandos de capivaras (o maior roedor do mundo) pastam livremente nos gramados de Burle Marx. Elas se tornaram o mascote não-oficial de BH. São pacíficas e fotogênicas, mas exigem respeito. A Prefeitura mantém um controle rigoroso devido à febre maculosa (transmitida pelo carrapato-estrela que elas hospedam), por isso, a regra é clara: admire, fotografe, mas não toque e não pise na grama onde elas dormem.

A Lenda do Jacaré

Durante anos, falava-se de um jacaré que vivia na lagoa. Muitos achavam que era lenda urbana, folclore de pescador. Até que ele apareceu. E não era só um. A lagoa abriga uma pequena população de jacarés-de-papo-amarelo. Eles vivem nas áreas mais vegetadas e ilhotas inacessíveis. Ocasionalmente, um deles (apelidado carinhosamente de "Teo" pela população) é visto tomando sol em algum barranco, parando o trânsito e gerando comoção. Eles são a prova de que a Pampulha, apesar de todo o concreto, ainda é natureza.

CONCLUSÃO: Por que a Pampulha Importa?

O Conjunto Moderno da Pampulha recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade em julho de 2016. Mas por que esse título importa? Não é apenas pelo turismo ou pelo prestígio.

A Pampulha importa porque foi ali que o Brasil deixou de copiar e passou a criar. Foi ali que dissemos ao mundo que tínhamos uma estética própria, uma engenharia ousada e uma maneira única de relacionar a construção com a paisagem. Brasília, o MASP, o Palácio da Alvorada... nada disso existiria sem as curvas experimentais desenhadas à beira desta lagoa.

Juscelino Kubitschek, em suas memórias, escreveu: "De todas as minhas obras, a Pampulha é a que mais me toca o coração". Ao caminhar pela orla no final da tarde, vendo a silhueta da Igrejinha recortada contra o pôr do sol dourado de Minas, é impossível não sentir a mesma emoção. A Pampulha é a prova de que a beleza é uma necessidade pública.

ROTEIRO DE SOBREVIVÊNCIA DO VISITANTE

A orla tem 18km. Fazer a volta completa a pé é tarefa para maratonistas. Aqui vai o roteiro do especialista para um dia perfeito:

  • 09:00: Comece pela Igrejinha de São Francisco. A luz da manhã bate nos azulejos e na fachada, perfeita para fotos. Visite o interior.
  • 10:30: Caminhe até a Casa do Baile (cerca de 20 min a pé ou 5 min de carro). Atravesse a ponte sinuosa e veja a exposição.
  • 12:30: Almoço. A região tem restaurantes tradicionais de comida mineira (como o Xapuri, nas proximidades) ou opções na própria orla.
  • 14:30: Visite a Casa Kubitschek e seus jardins. É o momento de relaxar à sombra das árvores.
  • 16:00: Vá aos jardins do Museu de Arte (antigo Cassino).
  • 17:30: Termine o dia no Mirante da Praça Dalva Simão ou na praça da Igrejinha para ver o pôr do sol refletido na lagoa.

Dica Extra: Alugue uma bicicleta! O sistema de bicicletas compartilhadas de BH funciona bem na orla e a ciclovia é plana e agradável.

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